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Melhor mesa para gravar ensaio de banda: 3 setups multipista baratos

Melhor mesa para gravar ensaio de banda: 3 setups multipista baratos

Quantas entradas você precisa para gravar um ensaio de banda?

Comece pela sua formação, não pelas páginas de produto. Cada microfone e cada direct box precisa da própria entrada no que você comprar, e é a bateria que estoura o número. Até uma gravação mínima do kit leva um microfone de bumbo, um de caixa e dois overheads: quatro entradas já foram antes de mais alguém plugar. Agora acrescente o resto de um quinteto típico. Dois amplificadores de guitarra com um microfone cada, um DI para o baixo, um par estéreo para os teclados e dois microfones de voz colocam você em onze. Microfone os tons e o chimbal também e você chega a quatorze ou quinze.

Uma banda de cinco precisa de mais ou menos 10 a 16 entradas quando a bateria está bem microfonada. Chame um aparelho de 8 entradas pelo que ele é: um quinteto com o kit espremido em três ou quatro microfones. Isso pode funcionar.

Setup um: uma interface de áudio e o notebook que você já tem

O caminho honesto mais barato para o multipista é uma interface de rack ligada a um notebook. A Behringer UMC1820 dá 18 entradas com 8 pré-amplificadores de microfone projetados pela Midas em 24 bits/96 kHz e sai nova por uns US$ 290. A Focusrite Scarlett 18i20 4th Gen é a versão mais refinada da mesma ideia, 8 pré-amplificadores com preço de tabela de US$ 749,99, embora as grandes lojas já vendam por volta de US$ 630. As duas crescem do mesmo jeito: um expansor ADAT como o Scarlett OctoPre acrescenta mais 8 pré-amplificadores por um único cabo óptico, levando você aos 16 que um quinteto totalmente microfonado quer.

Você precisa de um notebook em todo ensaio e de um software de gravação nele (GarageBand ou um teste gratuito do Reaper dá e sobra; você só precisa armar as faixas e apertar gravar, não mixar). E se o notebook travar no meio do take, o take se foi. Ainda assim, para uma banda com um computador confiável, isso é a maior quantidade de canais por real que dá para comprar.

Setup dois: uma mesa digital que grava o ensaio que ela está mixando

Se a sua banda já passa os vocais por um PA, uma mesa digital pode ser a mesa de PA e o equipamento de gravação ao mesmo tempo. A Behringer XR18 (US$ 509) é a resposta padrão por um motivo: 16 entradas de microfone e linha, mixadas a partir de um tablet, mais uma interface USB 18x18 embutida que manda cada entrada para o computador como faixa separada enquanto o ensaio acontece. Um detalhe: o WiFi embutido é só para controle, então gravar continua exigindo um cabo USB até o notebook.

O irmão maior é a X32: a Compact custa US$ 1.649, e a placa de expansão X-LIVE de US$ 169 grava 32 faixas direto em cartões SD, sem notebook nenhum. 64 GB de cartões guardam cerca de 3 horas e 20 minutos de WAV contínuo de 32 faixas. Isso é um ensaio inteiro num cartão do tamanho de um selo.

Setup três: mixer-gravadores com slot de SD e sem computador algum

A terceira família pula o computador de vez: mesas de mão com faders de verdade que escrevem WAVs multipista em um cartão SD enquanto vocês tocam.

A série Model da Tascam foi feita exatamente para isso. O Model 12 (US$ 599) é uma mesa de 10 entradas, um gravador SD de 12 faixas em 24 bits/48 kHz e uma interface USB numa caixa só. O Model 16 (US$ 899) tem 14 entradas com 10 pré-amplificadores e grava 16 faixas ao mesmo tempo. O Model 24 (US$ 1.199) tem 22 entradas, 16 pré-amplificadores e grava 24 faixas, o suficiente para um quinteto totalmente microfonado com folga.

A linha LiveTrak da Zoom faz o mesmo trabalho. O L-12 grava 12 canais mais a mixagem estéreo em cartões SD de até 512 GB, quase 90 horas de áudio; a Zoom substituiu ele pelo L12next de US$ 699 no começo de 2026, mas o L-12 ainda é muito vendido e costuma ter desconto. O L-20 atual grava 20 canais mais a mixagem estéreo por US$ 999,99. Os dois gravam no cartão SD e num computador conectado ao mesmo tempo, um truque que os setups de interface não conseguem igualar: o notebook vira um backup em vez de um ponto único de falha. Se você for por esse caminho, escrevemos um passo a passo sobre mixar automaticamente uma sessão do Zoom LiveTrak.

E se eu usar só o celular?

Resposta honesta: um celular ou um único microfone de sala é genuinamente útil, e não é um setup multipista. É perfeito para lembrar ideias e capturar a mudança de arranjo que todo mundo vai ter esquecido até quinta. Se você grava ensaios inteiros assim, o Rehearsal Cutter da Bandmixr (plano Pro, só no desktop) divide uma gravação de celular de duas horas em músicas individuais localmente no seu navegador, e existe um guia sobre dividir uma jam de 2 horas em faixas individuais.

O que uma gravação de celular não pode virar é uma mixagem. Se as guitarras enterraram o vocal na sala, elas enterram na gravação também, e nenhuma ferramenta consegue separar esse arquivo de volta em faixas de instrumentos mixáveis, a Bandmixr inclusive. Aqui não existe separação de stems, e a gente prefere dizer isso na cara do que te vender uma gambiarra. Deixe o celular para as ideias.

Você tem 16 faixas limpas, e agora?

Num setup de interface, exporte cada faixa do seu software de gravação como WAV. Num setup de SD, os WAVs já estão no cartão, um por canal. De qualquer forma, mantenha cada stem com a duração inteira da música a partir do compasso um, mesmo onde ele estiver em silêncio, e tire qualquer limitador na saída.

Depois suba na Bandmixr, escolha o gênero e deixe que ela mixe e masterize no navegador, com faders por stem para ajustar o equilíbrio antes da masterização em um clique. O plano gratuito aceita até 16 stems por projeto, exatamente a conta do quinteto lá do começo deste post. Para ver os mesmos movimentos feitos na mão, como mixar uma banda completa a partir de stems percorre tudo.

O setup se paga na primeira vez que você capturar um ensaio que realmente queira guardar. Quando os WAVs estiverem no cartão, leve para bandmixr.com. Sua primeira mixagem não custa nada.